segunda-feira, dezembro 01, 2008

Freelove

Freelove

If you've been hiding from love
If you've been hiding from love
I can understand where you're coming from
I can understand where you're coming from

If you've suffered enough
If you've suffered enough
I can understand what you're thinking of
I can see the pain that you're frightened of

And I'm only here
To bring you free love
Let's make it clear
That this is free love
No hidden catch
No strings attached
Just free love
No hidden catch
No strings attached
Just free love

I've been running like you
I've been running like you
Now you understand why I'm running scared
Now you understand why I'm running scared

I've been searching for truth
I've been searching for truth
And I haven't been getting anywhere
No I haven't been getting anywhere

And I'm only here
To bring you free love
Let's make it clear
That this is free love
No hidden catch
No strings attached
Just free love
No hidden catch
No strings attached
Just free love

Hey girl
You've got to take this moment
Then let it slip away
Let go of complicated feelings
Then there's no price to pay

We've been running from love
We've been running from love
And we don't know what we're doing here
No we don't know what we're doing here

We're only here
Sharing our free love
Let's make it clear
That this is free love
No hidden catch
No strings attached
Just free love
No hidden catch
No strings attached
Just free love

quinta-feira, outubro 30, 2008

A pele marca o tempo

Ser livre, é também, chegar ao fim de um dia longo com um sorriso de tranquilidade. Sentir que o tempo não está perdido.

A pele marca o tempo
na tua face tens os momentos
tantas as horas
os risos, sofrimentos
a sede e a fome do mundo
um turbilhão de sentimentos.

Rui Miguel SF

sexta-feira, setembro 05, 2008

Vier letzte Lieder

Há muitas formas de sentir uma música. Vier letzte Lieder são um caso especial. Desde a primeira vez que as ouvi, não mais deixaram de me inquietar. Reconheço, de imediato o início de Früling e sinto as cores e a “passagem”, a espera de September. O magnífico Beim Schlafengehen... e, Im Abendrot, é de uma beleza e suavidade indescritíveis. As quatro músicas invocam um ambiente único que proporcionam aos sentidos um desmembramento e uma flutuação de alma para um sub mundo interno sempre tão estranho a nós mesmos.
São obras de extrema beleza e cuidado. Emanam um profundo e único sentido de calma e contemplação pela vida, onde o fim, a mudança são encarados com tranquilidade e aceitação. As coisas simples e humildes da vida que fazem a essência humana.
É do mais puro da arte.
Voltei a ouvi-las, em excertos, como sonorização de um documentário da RTP. Já não as ouvia à imenso tempo e aos primeiros acordes, não evitei a surpresa, a inquietude. Sentei-me e vi o documentário até ao fim.
Neville Cardús disse a propósito deles que era a mais bonita despedida do mundo que o grande músico podia ter feito.
As Vier letzte Lieder (quarto últimas canções) - Früling (Primavera), September (Setembro), Beim Schlafengehen (Indo dormir), todos poemas de Hermann Hesse e Im Abendrot (Ao entardecer), poema de Eichendorff - foram as últimas criações do compositor alemão Richard Strauss. Tinha 84 anos quando as compôs e não conseguiu viver para presenciar a sua estreia em palco a 22 de Maio de 1950 em Londres - pela soprano Kirsten Flagstad e a Philarmonia Orchestra conduzida por Wilhelm Furtwängler.

Im Abendrot
(Text: Joseph von Eichendorff)

Wir sind durch Not und Freude
gegangen Hand in Hand,
vom Wandern ruhn wir (beide)
nun überm stillen Land.

Rings sich die Täler neigen,
es dunkelt schon die Luft,
zwei Lerchen nur noch steigen
nachträumend in den Duft.

Tritt her und lass sie schwirren,
bald ist es Schlafenszeit,
dass wir uns nicht verirren
in dieser Einsamkeit.

O weiter, stiller Friede!
So tief im Abendrot.
Wie sind wir wandermüde–
ist dies etwa der Tod?


Ao entardecer
(Poema de: Joseph von Eichendorff)

Pela dor e a alegria
caminhámos de mão dada,
do nosso deambular descansamos agora (ambos)
na quietude do campo.

Os vales curvam-se em nosso redor,
o ar torna-se escuridão,
apenas duas cotovias elevam,
anelantes, o voo em pós da noite perfumada.

Vem para aqui e deixa-as voar,
em breve serão horas de dormir.
Oxalá não nos percamos
nesta solidão.

Oh vasta paz serena,
tão profunda ao entardecer!
Que cansados estamos de vaguear!
Acaso será isto a morte?

terça-feira, setembro 02, 2008

Fortaleza

Fortaleza
Rui Miguel SF

Bate o vento nordeste na fortaleza
da muralha voa o pó, a poeira
a luz do céu fica incerta
e o chão da terra areia.

Logo veio a noite mais escura
e dela nunca a lua se viu
nem isso te quebrou os muros
mas, aqui nada resistiu.
Quebraram os que se pensavam fortes.
Nesta guerra
morrem aqueles que procuram a morte,
na suja terra.
Não há uma noite que se durma,
com o coração alerta
sob o frio vento norte
ninguém se acostuma.
Na dor há quem desista
quando nenhuma é a esperança e,
da muralha da fortaleza
só a poeira, só a areia.
"Não há um que seja mais forte",
sentenciou a morte.
Perderam os dois, atirados à dor.

Perdeu o amor.

quinta-feira, agosto 28, 2008

"La poesia es música que habla"

"La poesia es música que habla"
Horacio Ferrer

Desnuda sobre la cama
Rui Miguel SF

Quisiera tocarte con las manos,
de mañana, a la tarde, en la noche,
tener tu piel entre mis dedos
desnuda sobre la cama.

Me aprisionan tus ojos de luna llena
y a la luz del cielo,
tu cuerpo desnudo sobre la cama,
eres del paraíso dueña.

Cuando no estas, te sueño
...desnuda sobre la cama,
nun mundo dorado
sin cuerpos, solo almas.

Estas desnuda sobre la cama...
Abrazos y besos
la luz de luna
y nuestro silencio.

Revisto gentilmente por Elizabeth Biondi Rojas


Este no es mi lenguaje nativa, pero es la sonoridad que procuraba; las palabras tienen sonidos propios, que los lugares, las calles, las personas le dan y crean en las palabras significados singulares.

quinta-feira, agosto 07, 2008

Um trio de trovas

Um trio de trovas, por Rui Miguel SF

1.
Trova (N.N.)

São os teus olhos, as tuas mãos
o teu cheiro e o teu corpo
a tua voz canção
que me dão o ar de vida que sorvo.

2.
Trova (do mar)

Corre veloz o vento do mar
traz à terra os sonhos e a ilusão
de outro lugar
onde está o coração.

3.
Trova (da alma)

É de maresia o meu olhar
a minha pele é do teu sal
tenho sonhos azuis de mar
deste-me o nome de Portugal.

domingo, julho 27, 2008

Mergulhei ao longo dos teus olhos

Mergulhei ao longo dos teu olhos
Rui Miguel SF

Mergulhei ao longo dos teus olhos
na tua luz profunda.
Caminhei pela tua mão fora
ao sabor do teu vento.
Os teus olhos eram mãos
e as tuas mãos água no meu corpo...
Eras um oceano
eu uma onda solitária,
eras as estrelas num céu escuro
que eu sonhei ter.
Chamei-te nuvem
mas, eras horizonte
sempre perto
sempre longe.

a: Neiara Nívea Lima Costa, 11.03.2008

quinta-feira, maio 08, 2008

À linha d'água

Sento-me à linha d'água
e lanças-me a espuma e o sal
enches-me de maresia
cheiras a alegria e mágoa
pela espera a que já nem conto os dias;
são manhãs, tardes e noites infinitas
dias quentes, manhãs frias
metade de mim tem-te aqui
a outra metade está aí.

Rui Miguel S F

quinta-feira, abril 17, 2008

A espera de Penélope (Esperança)

A espera de Penélope (Esperança)
Rui Miguel S F

Dizem que olho o mar perdida
e é lá que te encontro
no vento das ondas.
Levo a água salgada à cara
e sei que ela te viu
lá onde navegas, tão longe.
Canta-me a maré
e oiço a tua voz.
Recebe-me as lágrimas o oceano
e a esperança de que um dia regressarás
e este sofrimento longo,
todo este pranto,
o mar me traz
e o mar levará.

quinta-feira, abril 10, 2008

O outro lado do mar (ou canção ao mar)

O outro lado do mar
(ou canção ao mar)
Rui Miguel S F

Os dias de branca luz
estão ao longe
do outro lado do mar,
olho perdido o horizonte onde me procuro confortar.

Tenho o sal pela pele
a água doce urge encontrar
mas, só olho para a luz ao longe,
do outro lado do mar.

Espelham-me as ondas a saudade
neste porto que sonho abandonar
no rosto lês-me a ida
depois tardam-me as asas com que quero voar.

Oxalá eu chegue depressa
ao outro lado do mar.
Por viagem segura não me interessa
pois desespero por chegar
e morrerei se ficar.



Em alto mar. Atlântico norte. São Jorge com a ilha do Pico ao fundo, Açores.